Observando a última postagem vejo que o tempo não teve clemência de mim, passou sem ao menos dizer tchau...
apresentaram-se risos e lágrimas por esse palco de idéias, algumas continuam firmes outras nem tanto.
Esses dias tenho questionado a fragilidade das relações que estalecemos com as pessoas, são tão intensas e tão fugazes, somos sem excessão de nenhum extremistas e extremados em nossos sentimentos e demonstrações deles, vivemos numa era em que todos sabem o que sentimos e sempre precisamos provar o tamanho e a vivacidade desse sentimento, ao mesmo tempo que o alardeamos aos quatro ventos, são mais vazios que o próprio vento, enchem as palavras de nada e são soltas por aí para serem pescadas pelo qualquer um.
Mas, quem sabe temos a sorte de percar alguma com algo realmente concreto.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
quinta-feira, junho 07, 2007
A literatura como criadora de realidade e valor.
Pensar em literatura é pensar sobre o mundo, a literatura recria o imaginário e transforma em palavras o que antes habitava o mundo das idéias.
É difícil descrever o que é literatura, como já disse Roberto Acízelo, a partir do momento que a teorizamos podemos problematizá-la.
Não é fácil discutir literatura, muito se fala, pouco se conclui, vivemos num momento em que o importante é o quanto o livro vende, não a sua qualidade, a discussão do que realmente é literatura fica restrito ao mundo acadêmico, que infelizmente fecha-se na apreciação apenas dos clássicos. Convivemos numa sociedade consumista e globalizada, onde tudo vira “moda” e como toda “moda” tudo se torna passageiro.
O mundo está cada vez mais reificado e o ser humano tem o senso crítico domesticado, não é concedido que se pense fora do padrão, do banal, do plausível, do capitalizável. Convivemos numa sociedade onde tudo é absorvido, rotulado e vendido como mercadoria, onde essa mesma mercadoria é fetichizada.
O poder do capital é o que mede a vida das pessoas, a vontade de ter, torna o ser algo ridicularizado, sem importância, o ser fica em função do ter, pois, preciso ter algo para ser alguém, preciso consumir para ser.
Discutir literatura neste meio onde tudo tem seu sentido esvaziado para tornar-se mercadoria parece algo sem sentido, mas talvez seja por isso que se torne necessário. Talvez encontremos nesta discussão um sentido para continuar pensando e falando sobre literatura.
O valor que a literatura oferece para a sociedade é fundamental para compreender o mundo que nos cerca, é através dela que é possível entender o que estamos vivendo.
Na literatura encontramos materializado um mundo que algumas vezes ficava apenas na imaginação do autor. Podemos pegar como exemplo a sociedade criada por George Orwell em seu clássico “1984”, nele o autor cria uma sociedade vigiada, massacrada, aterrorizada e passivizada, nada muito diferente do que vivenciamos na nossa realidade atual.
É na literatura que problemas podem ser discutidos, que o mundo pode ser fotografado ou simplesmente inventado ou reinventado.
Para Aristóteles a literatura deveria ter como principais aspectos a mimese, a verossimilhança e a catarse, que seriam a imitação do real, a coerência e a purificação dos sentimentos.
Hoje observamos que a literatura precisa ser mais que isso, porém sem perder seus princípios de base, não é necessário que se descreva o real, mas é necessário que essa descrição ou não do real seja de alguma forma coerente.
A literatura contribui para uma visão mais crítica do mundo, ela permite que outros mundos sejam descobertos, é a partir da leitura que o senso crítico é ampliado, mas não é qualquer leitura que contribui para isso, ler o que é conhecido, não ajuda a descobrir, como vou conhecer algo novo lendo sobre o que já conheço?
Porém podemos ler o que conhecemos numa perspectiva que não conhecemos, como, por exemplo, ler a vida dos jagunços pela ótica do Guimarães Rosa no Grande Sertão: Veredas, mesmo que saibamos sobre a obra é diferente de ler um romance de banca de revistas onde sei quem são os personagens, como é o enredo e como a história termina.
A literatura tem o papel de abrir o leque do desconhecido e permitir que desbravemos o mundo.
Quando tomamos conhecimento disso que antes nos era desconhecido, passamos a questionar e interrogar sobre o que não parece estar certo, por isso ter uma população que detenha o conhecimento é tão assustador para a ínfima parcela “poderosa” da nação, pois a partir do momento que se conhece, os abusos não são aceitos passivamente.
Por isso controlar e proibir que o conhecimento seja compartilhado e acessível para todos sempre foi a grande preocupação de sociedades despóticas.
Pensar e discutir sobre literatura é algo necessário para conhecer sobre o mundo e refletir sobre nossa posição na sociedade.
quinta-feira, maio 03, 2007
Décadance avéc Élégance

Posso ser mais uma a fazer coro contra o "Acústico MTV do Lobão", mas não poderia deixar de me pronunciar sobre mais este fato, que somado a outros fizeram meu conceito sobre o Lobão cair drasticamente. Sei que minha opinião não influenciará em nada na dos que estão exaltando sua volta e nem muito menos na opinião do próprio Lobão, que no momento tem sua agenda cheia para divulgar "seu mais recente trabalho" e nem terá tempo de ler esta simplória divagação, mas como considero este blog uma porta para deixar minhas opiniões registradas no mundo (mesmo sendo virtual), estou aqui para criticar esta recente "obra" dele.
Acredito que o nosso lobo (não sei pq motivos, mas acredito que esses tenham sido muito fortes) há muito vendeu suas opiniões e agora tenta riscar do seu passado tudo que vociferou pelo mundo contra a máfia das gravadoras, que todos sabem muito bem como funcionam.
Não quero ser vista como purista, só quero deixar registrada minha consternação, não pelo fato do acústico, que por sinal já ouvi e não está ruim, mas pelo fato dele ter se posicionado tantas vezes contra esse tipo de álbum e por não ter aproveitado a oportunidade de lançar este CD pelo seu selo independente e mostrado para as grandes gravadoras que o mercado independente não é tão inofensivo como parece, assim como fez com os seus CDs " A vida é doce", "Uma odisséia no universo paralelo" e "Canções dentro de uma noite escura".
Na minha opinião ele teria ganhado muito mais com essa atitude.
sábado, abril 21, 2007

Esta semana aconteceram coisas terríveis pelo mundo, mas acho que o mais chocante foi o terrível massacre na Universidade da Vírginia, fiquei pensando a que ponto a sociedade pode influenciar na loucura humana??
Pensar que alguém, por um motivo paranóico pode apontar uma arma para outros e matar com frieza e crueldade, sem pensar em mais nada além no seu egoísmo psicótico, pois em um vídeo divulgado depois dos acontecimentos ele afirma que aquilo era culpa dos outros (sociedade estadunidense) e não dele, considero isso de um egoísmo sem precedentes.
Há tempos me choco com essa falta de "consideração" com os outros que nossa sociedade prega, as pessoas vivem tão preocupadas com o seu ego que esquecem de olhar para seu lado.
Será que meu conforto depende apenas de mim???
Infelizmente não, quando nos recolhemos e olhamos apenas pro nosso umbigo estamos alimentando a podridão que vem consumando a sociedade moderna.
A cada dia que passa nos distanciamos mais do verdadeiro significado da palavra sociedade que segundo o Houaiss é: agrupamento de seres que convivem em estado gregário e em colaboração mútua.
Cadê nosso senso de colaboração mútua??? Deve estar guardado no fundo empoeirado de uma gaveta de um móvel velho, descartado e estragado pela falta de uso.
sábado, abril 14, 2007
Sabe quando você se sente angustiado e não entende porquê?
Pois é, estes tempos que estive sem passar por aqui andei tendo uns ataques de angústia repentina...
é uma sensação desagradável, mas que tem melhorado com os dias...
acho que o tempo vai passando e as loucuras vão tomando de conta, mas estamos de volta para contar as minhas aventuras e desventuras...
Pois é, estes tempos que estive sem passar por aqui andei tendo uns ataques de angústia repentina...
é uma sensação desagradável, mas que tem melhorado com os dias...
acho que o tempo vai passando e as loucuras vão tomando de conta, mas estamos de volta para contar as minhas aventuras e desventuras...
domingo, fevereiro 25, 2007

Sabe aquele dia em que suas certezas parecem mais dúbias que certas???
Pois é, é como me sinto neste momento, não sei, ultimamente um manto nostálgico tem me coberto com muita frequência e sem me dar conta me pego pensando no passado e suspirando por coisas que não poderão mais voltar...
talvez seja só uma fase (bem, espero que sim)
então, esperemos para ver as cenas do próximo capítulo....
terça-feira, dezembro 05, 2006

O tempo passa, o tempo voa e já estamos quase em 2007, este blog também está próximo de fazer aniversário.
Muitas coisas aconteram desde a última postagem, comigo e com o mundo.
Com o tempo mudamos muito rapidamente, nossas mudanças às vezes passam a ser imperceptivél pra nós e observável aos outros.
No armário do meu quarto escondo de tempo e traça meu vestido estampado em fundo preto.
É de seda macia desenhada em campânulas vermelhas à ponta de longas hastes delicadas.
Eu o quis com paixão e o vesti como um rito, meu vestido de amante.
Ficou meu cheiro nele, meu sonho, meu corpo ido.
É só tocá-lo, volatiza-se a memória guardada: eu estou no cinema
e deixo que segurem minha mão.
De tempo e traça meu vestido me guarda.
domingo, outubro 22, 2006

Hoje coloquei para vocês uma música do CD "Baladas de Asfalto e outros Blues" de Zeca Baleiro...
O Silêncio - Zeca Baleiro
Essa noite não tem lua
Eu sei porque vi com meus olhos
Além dos luminosos que não brilham mais
Dorme às escuras a lua
Pra onde vai nosso amor,
Nossa sede?
Há tempos que pergunto isso
Nem mesmo Jesus CristoPendurado na parede
Saberia a resposta
Vem comigo, vem
Já tenho quase tudo que me basta
A flor no pasto
A mesa posta
Minha música e teu calor
Agora só me falta aprender o silêncio.
quarta-feira, outubro 18, 2006
É íncrivel como a justiça e as gravadoras pensam de forma retrógrada, ontem prenderam, aqui no Brasil, 20 pessoas por distribuírem músicas gratuitamente pela internet.
Será que as gravadoras ainda não perceberem que as pessoas que buscam músicas dos artistas não deixam de comprar seus CDs e de ir aos shows? Não entendem que o compartilhamento de músicas ajudam a promover os artistas?
Assim como eu, milhares de pessoas buscam e baixam músicas gratuitamente pela internet, também acredito que dessa forma milhares de pessoas conheceram novos artistas e viraram fãs através de buscas pela internet.
Não só os internautas são beneficiados por esses sites, os artistas também, quer dizer principalmente eles, todos os dias leio matérias sobre cantores anônimos que viraram celebridades através da internet, ou de cantores esquecidos que foram "resgatados" para a fama pela internet.
Acho que ao invés de reprimir o compartilhamento de músicas, as gravadoras devem incentivar e até mesmo facilitar, não adianta dar "murro em ponta de faca", é melhor aliar-se aos "inimigos" do que ser vencido por eles.
Será que as gravadoras ainda não perceberem que as pessoas que buscam músicas dos artistas não deixam de comprar seus CDs e de ir aos shows? Não entendem que o compartilhamento de músicas ajudam a promover os artistas?
Assim como eu, milhares de pessoas buscam e baixam músicas gratuitamente pela internet, também acredito que dessa forma milhares de pessoas conheceram novos artistas e viraram fãs através de buscas pela internet.
Não só os internautas são beneficiados por esses sites, os artistas também, quer dizer principalmente eles, todos os dias leio matérias sobre cantores anônimos que viraram celebridades através da internet, ou de cantores esquecidos que foram "resgatados" para a fama pela internet.
Acho que ao invés de reprimir o compartilhamento de músicas, as gravadoras devem incentivar e até mesmo facilitar, não adianta dar "murro em ponta de faca", é melhor aliar-se aos "inimigos" do que ser vencido por eles.
sexta-feira, setembro 29, 2006

Depois de muito tempo sem escrever, estou de volta, mesmo estando um pouco chateada...
às vezes a vida nos impõe uma situação chata de suportar, mas irremedível momentaneamente...
são coisas que nos deixam incapazes contra nossa vontade (estou meio confusa, eu sei, mas é uma expressão do tédio e chateação que estou sentindo...)
então, deixa, não quero que meu blog vire um vale de lamúrias...
quinta-feira, setembro 07, 2006

Esta é a letra da música da semana, é de uma jovem banda brasileira...
Toda Luz
Gram
Composição: Sérgio Guilherme Filho/Marco Loschiavo
Todo fim faz-me clarear
Talvez paz, não mais te esperar
Sei que errei, por muito tempo eu te dei
Toda luz...
Todo sim fez-me adorador
Sempre atrás de um beijo,
Um sorriso, um olhar eu estive
Sei que não dá pra ter de volta
O que eu te dei
Toda luz...
Muita luz pra alguém
Que nem queria ficar, mas nem sair...
Bem atrás da casa havia uma
Linda flor, você nem viu...
Todo não, fez-me desvaler
Ir de encontro ao pior de você não
Era justo não
Sei que errei, por muito tempo
Eu te dei
Tanta luz...
Muita luz pra alguém
Que nem queria ficar, mas nem sair...
Bem do lado interior do coração,
Ainda mora um forte afeto por você...
Bem atrás da casa havia uma
Linda flor, você nem viu...
domingo, setembro 03, 2006

Esta música está falando muito pra mim hoje...
Você Pode Ir Na Janela
Gram
Composição: Sérgio Guilherme Filho
Se não vai
Não desvie a minha estrela
Não desloque a linha reta
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
Você quer me biografar
Mas não quer saber do fim
Mas se vai
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Vai sem duvidar
Mas se ainda faz sentindo, vem
Até se for bem no final
Será mais lindo
Como a canção que um dia fiz
Pra te brindar
Você pode ir na janela
Pra se amorenar no sol
Que não quer anoitecer
E ao chegar no meu jardim
Mostro as flores que falei
Você só me fez mudar
Mas depois mudou de mim
quinta-feira, agosto 31, 2006

verbo conviver
transitivo indireto e intransitivo
1 viver em proximidade; ter convivência
Ex.:
transitivo indireto e intransitivo
2 ter relações cordiais; dar-se bem
Ex.:
transitivo indireto
3 adaptar-se, habituar-se a condições extrínsecas (físicas, culturais etc.)
Ex.:
transitivo indireto e intransitivo
4 compartilhar do mesmo espaço; coexistir
Ex.:
Estes são os significados do verbo conviver no dicionário eletrônico Hoauis, mas poderia acrescentar que conviver vai além desses significados, conviver é a arte de doar-se e receber nem sempre da mesma forma esta doação, compreender que em alguns dias o seu humor pode não ser o melhor do mundo, porém o outro não tem nada haver com isso, mas mesmo assim pode sobrar para ele.
Conviver é dividir, compartilhar e aceitar. Ceder algumas vezes ao mesmo tempo que tenta convencer sobre seu ponto de vista. Entender que alguns dias o outro pode estar muito sensível e em outros muito rude....
Conviver é tudo isso e muitas vezes cometemos os mesmos erros e quebramos "regras de convivência" o que acaba magoando o outro, por isso tenho que acrescentar que conviver também é entender que ninguém é perfeito e que todos (sem excessão nenhuma) estão passíveis de erros.
domingo, agosto 27, 2006

Olá pessoal!
Recebi este texto por e-mail e quero compartilhar com vocês, ele me disse tudo que queria ouvir hoje...
Todo o resto
EXISTE O CERTO, O ERRADO E todo o resto”. Esta é uma frase dita pelo ator Daniel Oliveira vivendo Cazuza, em conversa com o pai, numa cena que, a meu ver, resume o espírito do filme dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho. Aliás, resume a vida. Certo e errado são convenções que se confirmam com meia dúzia de atitudes. Certo é ser gentil, respeitar os mais velhos, seguir uma dieta balanceada, dormir oito horas por dia, lembrar-se dos aniversários, trabalhar, estudar, casar-se e ter filhos, certo é morrer bem velho e com o dever cumprido. Errado é dar calote, rodar de ano, beber demais, fumar, se drogar, não programar um futuro decente, dar saltos sem rede. Todo mundo de acordo? Todo mundo teoricamente de acordo, porém a vida não é feita de teorias. E o resto? E tudo aquilo que a gente mal consegue verbalizar, de tão intenso? Desejos, impulsos, fantasias, emoções. Ora, meia dúzia de normas preestabelecidas não dão conta do recado. Impossível enquadrar o que lateja, o que arde, o que grita dentro de nós. Somos maduros e ao mesmo tempo infantis, por trás do nosso autocontrole há um desespero infernal. Possuímos uma criatividade insuspeita: inventamos músicas, amores e problemas, e somos curiosos, queremos espiar pelo buraco da fechadura do mundo para descobrir o que não nos contaram. Todo o resto. O amor é certo, o ódio é errado e o resto é uma montanha de outros sentimentos, uma solidão gigantesca, muita confusão, desassossego, saudades cortantes, necessidade de afeto e urgências sexuais que não se adaptam às regras do bom comportamento. Há bilhetes guardados no fundo das gavetas que contariam outra versão da nossa história, caso viessem a público. Todo o resto é o que nos assombra: as escolhas não feitas, os beijos não dados, as decisões não tomadas, os mandamentos a que não obedecemos, ou a que obedecemos bem demais — a troco de que fomos tão bonzinhos? Há o certo, o errado e aquilo que nos dá medo, que nos atrai, que nos sufoca, que nos entorpece. O certo é ser magro, bonito, rico e educado, o errado é ser gordo, feio, pobre e analfabeto, e o resto nada tem a ver com estes reducionismos: é nossa fome por idéias novas, é nosso rosto que se transforma com o tempo, são nossas cicatrizes de estimação, nossos erros e desilusões. Todo o resto é muito mais vasto. É nossa porra-louquice, nossa ausência de certezas, nossos silêncios inquisidores, a pureza e a inocência que se mantêm vivas dentro de nós mas que ninguém percebe, só porque crescemos. A maturidade é um álibi frágil. Seguimos com uma alma de criança que finge saber direitinho tudo o que deve ser feito, mas que no fundo entende muito pouco sobre as engrenagens do mundo. Todo o resto é tudo que ninguém aplaude e ninguém vaia, porque ninguém vê.Espero que tenham gostado...
terça-feira, agosto 22, 2006

Este é um soneto de Florbela Espanca, uma mulher que expressava como ninguém seus sentimentos através das palavras...
Volúpia
No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frémito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!
A sombra entre a mentira e a verdade...
A núvem que arrastou o vento norte...
--- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!
Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...
quarta-feira, agosto 09, 2006

Resolvi fazer algumas inovações no blog, visitei outros blogs e vi alguns especializados em músicas disponibilizando álbuns raros para os visitantes, então seguindo esta linha também pretendo disponibilizar alguns músicas para vocês baixarem, porém não quero transformar meu blog em um blog especificamente musical, continuarei com minha proposta inicial de literatura e dicas de livros.
Pra começo de conversa deixarei aqui o álbum "Eu me transformo em outras" de Zélia Duncan, neste CD ela faz um resgate de suas influências musicais, são arranjos belíssimos, interpretado magistralmente por ela. (Se você quiser mais informações sobre a cantora clique sobre o nome Zélia Duncan e vá direto para o site oficial)
sexta-feira, julho 28, 2006

Ultimamente a coisas andam de uma maneira plácida...
O mar está calmo e de navegação tranquila, pelo menoes consegui tempo para aprender a tricotar e ler um bom livro, coisas que não achava tempo para fazer.
Esta semana comecei a ler "Amar, verbo intransitivo" do escritor modernista brasileiro Mário de Andrade, o enredo trata sobre um senhor burguês que contrata uma governanta alemã para ensinar a arte do amor ao seu filho mais velho. Daí começamos a postular perguntas sobre o que seria o amor? Como alguém ganha a vida ensinando-o?
Porém estas são perguntas superficiais sobre a obra que aprofundasse bem mais isso.
Deixo para vocês um soneto do escritor, para instigar a curiosidade de conhecer sua obra.
Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.
Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.
Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.
Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições.
O encanto Que nasce das adorações serenas.
domingo, julho 16, 2006

Vou deixar aqui a letra da música da semana.
É uma música do Cordel do Fogo Encantado, um grupo de música regional pernambucana, esta música faz parte da trilha sonora do filme nacional "Lisbela e o Prisioneiro"
Amor É Filme
Cordel Do Fogo Encantado
Composição: Lirinha
Cordel Do Fogo Encantado
Composição: Lirinha
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
Um belo dia a agente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente tudo acabou bem,
Agora o que vem depois
O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica
É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O Zoom in dá ré e sobem os créditos
O amor é filme e Deus espectador!
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